DIY para semanas cinzentas

20130328-174704.jpg
Desde dia 21 que as nuvens não dão tréguas e o meu novo MAK127mm já está quase a ter uma apoplexia. Ele anda de um lado para o outro aqui no escritório, espreita pela janela, bufa, diz palavras que não ouso colocar em sítio público, até que se cansa. Nessa altura, volta a aninhar-se na companheira EQ3, repetem os dois os mesmos impropérios e voltam a dormir. Na noite seguinte, lá repetem a cena toda outra vez. Para acalmar a dupla, nada melhor do que um segredo que aprendi comigo próprio: ir às compras ou inventar algo novo, ajuda a afastar os maus fígados e, por consequência, os céus cinzentos. “Acessórios” é estratégia de eficácia comprovada e serei sempre o último a considerar fútil a compra de um par de sapatos ou filtro planetário, por muitos que já guardemos no armário.

Então o que é que falta ao meu casal preferido? Ainda se queixavam que a humidade andava a perturbar os vidros (com 127mm já é perfeitamente notável qualquer variação térmica no tubo). Velcro e espuma preta trataram da questão, e nasceu um escudo de orvalho/luz com o tamanho perfeito (um comprimento de 1.5x a dimensão da abertura).

Mas o “dono” sofre de estigmatismo e a dupla corre o sério risco de ficar mal-vista pelo público quando, passada a chuva, ele se mostrar incapaz de manter um bom foco em duas fotos seguidas. Mereciam o sacrifício de costurar-lhes uma máscara de Bahtinov. Em Jargon descobri uma template onde bastava introduzir as dimensões da abertura e do comprimento focal e a app encarregava-se de nos oferecer um modelo para impressão da máscara final. Essa parte foi a mais fácil e seguiu-se o corte & (fita-)cola: duas horas de x-acto numa mão, rolo de Tesa na outra. O resultado não me parece mal: o cartão ficou completamente isolado da humidade e tem a forma que o Bahtinov inventou. Agora só precisamos que passe este mau tempo para sairmos todos à rua, aperaltados para a noite, devidamente “acessorizados” com o nosso novo escudo e máscara, num muito fashionable black.

Anúncios