M41

M41_1_3_2013


Aristoteles poderá ter sido o primeiro a relatar uma “cauda” em uma das estrelas do “Cão” (Canis Major), o que será porventura a primeira referência a M41 na História. Mas as primeiras descrições inequívocas deste enxame de estrelas aberto serão da autoria de Hodierna, Flamsteed e Le Gentil que, de forma independente, o descobriram em diferentes alturas. Messier terá identificado o objecto a 16 de Janeiro de 1765 e não lhe prestou grande atenção, com o seu fraco telescópio a não lhe permitir ver mais do que “um enxame de estrelas ténues”.

Observação
Poderá ser visto a olho nu em local escuro o suficiente, mas de Lisboa tal não é possível apesar de ser um objecto muito fácil de encontrar e analisar em binóculos. Como todos os enxames abertos necessita de uma relação focal baixa para obtermos o campo preenchido com todas as estrelas que o compõem. Com abertura suficiente conseguimos chegar a ver cores e, mesmo com curtas exposições em aberturas reduzidas (a partir dos 90mm) consegui captar facilmente uma multiplicidade de cores com a digicam.

Características
M41 tem um grande número de gigantes vermelhas, com a mais brilhante de todas a apresentar uma luminosidade de cerca de 700 vezes a do sol. Com base na luminosidade detectada, este enxame deverá ter 190 milhões de anos e espera-se que chegue aos 500 milhões, momento em que já terá sido distorcido e os seus membros separados por forças gravitacionais.

Referências:
“Atlas of the Messier Objects”, por Ronald Stoyan

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