Marte, finalmente…

Graça, 20-22H, céu nebulado, brisa fraca.

Objectos Observados:
Desde Fevereiro que tentava identificar algum detalhe em Marte, mas sem grande sucesso. Reconhecê-lo a olho nú é simples, com o seu brilho laranja (Mag. -0.8 neste período) bem estável em comparação com as estrelas de Leão, onde se encontrava durante esta altura. Em telescópio também é um alvo sem dificuldades, apresentando um disco redondo e bem definido (13.9” neste período). O problema é observar algum pormenor, coisa que todos me asseguravam ser possível com o meu equipamento.

22/2: quase distingo variações de cor na superfície (Refractor 70/1000, K20, K12 e K4)
24/2: o mesmo, depois de quase uma hora de observação.
27/2:…
28/2:…
14/3: um pouco melhor, mas não o suficiente com o meu novo mak 90/1250 e esta tinha sido a gota final para mim.

Preparava-me para desistir e considerar Marte um caso perdido para telescópios pequenos quando se deu um acaso muito simples e banal, quase antológico, e que merece bem ser recordado para que se aprenda com isso. Passo a explicar: como completo novato em astronomia já tinha lido várias vezes sobre a importância de apanhar os objectos na altura certa, quando estão no seu auge em altitude. Nunca tinha ligado ao conceito pois partia do princípio que não faria grande diferença com um telescópio pequeno. Mas faz, meus amigos, aí se faz!

23/3: foi a primeira vez que vi Marte tão alto no céu e a diferença é evidente. Consegui ver duas manchas na superfície a 125x, não permitiram a identificação de nenhum ponto, mas teriam sido facilmente registadas se tivesse a máquina comigo. O ensinamento é claro: Marte precisa de muita paciência,boas condições de visibilidade, mas o que fez a diferença para mim foi mesmo o ter apanhado bastante alto no céu e, por isso ter fugido à zona de maior distorção atmosférica. Por outro lado, aprendi que se as questões térmicas não são muito relevantes para um telescópio pequeno como o meu, a questão atmosférica é fulcral.

Quanto ao planeta em si, reservo mais detalhes para futura observação. Ainda não observei as calotas polares, o que me parece perfeitamente possível depois de ter conseguido o “primeiro contacto”. É um objecto que quero fotografar no futuro e dedicar-lhe mais tempo, sendo que durante os próximos 8 anos vai apresentar cada vez maior tamanho e magnitude aparentes.

Equipamento: maksutov 90/1250, SW25 e S10

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